O dom das línguas

O dom das línguas

É comum ouvir-se falar que em reuniões e celebrações, especialmente de cunho neo-pentecostal, manifesta-se frequentemtne a glossolalia, ou falar em línguas, e que é interpretada como dom do Espírito Santo. Que pensar deste fenômeno?

O Padre Vicente Wrosz,[1] lembra que este campo é de difícil compreensão. Evoca São Paulo quando diz que é preferível falar de forma compreensível:
Graças a Deus que possuo o dom de línguas superior a todos vós.
Mas prefiro falar na assembléia cinco palavras que compreendo,
para instruir também os outros, a falar dez mil palavras em línguas. (1Cor 14,18-19)

Ou ainda, lembra o Apóstolo quando exorta:
Se há quem fala em línguas, não falem senão dois ou três, quando muito,
e cada um por sua vez,
e haja alguém que interprete.
Se não houver intérprete, fiquem calados na reunião,
 e falem consigo mesmos e com Deus (1Cor 14,27-28).

Já o Cônego José Geraldo Vidigal de Carvalho, lembra que falar em línguas, segundo a Bíblia, não significa falar línguas estranhas:
Quando Jesus prometeu o Dom do Espírito Santo aos discípulos, Ele não disse que eles falariam línguas estranhas, mas que falariam novas línguas (Mc 16,17). Ao receber o Espírito Santo no dia de Pentecostes, o texto não diz que falaram línguas bizarras, mas que falaram em outras línguas (Atos 2,4), em diferentes línguas  (Atos 10,46).

Veja o artigo completo do Cônego Vidigal no site Catolicanet.


[1] Wrosz, Vicente, Respostas da Bíblia, 59 ed. Porto Alegre: Livraria Editora Padre Reus, 2006, p. 57.