Caminhando para um novo templo

Caminhando para um novo templo

Caminhando para um novo templo

Na nova Jerusalém não haverá templo. Não vi nela, porém, templo algum, porque o Senhor Deus Dominador é o seu templo, assim como o Cordeiro (Ap 21,22). Viu que interessante? O Senhor Deus será o templo. E esta nova Jerusalém, onde será? Na vida celeste. Ali haverá a comunhão imediata com Deus, sem nenhuma mediação, sem altar, sem alfaias sagradas, sem imagens, sem simbolismos como hoje.

Novo templo. Os templos terrestres já não seriam também desnecessários? Ainda não. São necessários, por causa de nossa necessidade humana de local para nos reunirmos. Além disso são sinais tangíveis da presença de Deus no meio de seu povo. Hoje precisamos de sinais; amanhã, não.

Para que serve o templo? Para ser local de referência para a comunidade se encontrar.  É verdade que o templo pode transmitir uma falsa segurança: a pessoa pensa que, porque vai ao templo, não precisa fazer mais nada. Errado. Isto é religião baseada num culto formalista, mágico. Códigos e preceitos não salvam. O que contribui para a salvação é o culto baseado na verdade, na observância dos mandamentos. “Disse Jesus: Se alguém me ama, guardará a minha palavra e meu Pai o amará, e nós viremos a ele e nele faremos nossa morada” (Jo 14,23). A pessoa se tornará templo de Deus.

Templo e sacrifícios. Sabe em qual templo Jesus ofereceu seu último sacrifício? No templo de seu corpo. Ele foi vitima e sacerdote. Vítima, entregando-se; e sacerdote, oferecendo-se pela humanidade, como mediador, ao Pai. Ele fez sua parte. E a nossa? “Eu vos exorto, irmãos, pela misericórdia de Deus, a oferecerdes vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus: este é o vosso verdadeiro culto” (Rm 12,1). O culto requer coerência de vida.

Superação. Para se rezar bem, há que se superar as barreiras da cor, da condição social, da ideologia e comungar. Comungar Cristo e o irmão. Não é coerente comungar um e não o outro. Acha que poderia ser? Não tem como. Talvez o não-cristão que comunga com o irmão, possa até obter mérito diante de Deus. De qualquer forma, é preciso construir o templo da comunhão espiritual. Neste sentido somos pedras vivas. “Do mesmo modo, também vós, como pedras vivas, formai um edifício espiritual, um sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus, por Jesus Cristo”  (1Pd 2,5). O resultado dessa vivência? Conquistaremos a cidade celeste que “não necessita de sol nem de lua para iluminar, porque a glória de Deus a ilumina, e a sua luz é o Cordeiro” (Ap 21,23).

Você sente que está no caminho certo para alcançar a morada onde a luz é a glória de Deus? Esse lugar é a nova Jerusalém. Ali não haverá “templo algum, porque o Senhor Deus Dominador é o seu templo, assim como o Cordeiro” (Ap 21,22).
Que possamos caminhar juntos em direção a este novo templo!

 Eu, diante da Palavra

Transtornar os espíritos
24 Temos ouvido que alguns dentre nós vos têm perturbado com palavras, transtornando os vossos espíritos, sem lhes termos dado semelhante incumbência. (Jo 15,24).

Transtorno os espíritos dos outros com minhas palavras?

Guardar a palavra e ser morada de Deus
23  Disse Jesus: Se alguém me ama, guardará a minha palavra e meu Pai o amará, e nós viremos a ele e nele faremos nossa morada. (Jo 14,23)

Sinto-me morada de Deus?

Morada definitiva
A cidade não necessita de sol nem de lua para iluminar, porque a glória de Deus a ilumina, e a sua luz é o Cordeiro (Ap 21,23)

Estou caminhando para a morada onde a luz definitiva é a glória de Deus?

 Minha prece

Senhor, dá-nos tua graça e tua bênção,
e tua face resplandeça sobre nós!
Que na terra conheçamos o teu caminho
e o sigamos.
Ele nos conduzirá à salvação.
Assim seja.