A resposta

A resposta

A resposta

Jesus  atuou na Galileia, numa região miscigenada por diversos povos que viviam nas trevas do pecado e do politeísmo. Ele era a luz. Ali  a luz começou a brilhar e o reino de Deus começou a se expandir. O povo que jazia nas trevas viu uma grande luz. Como nós? Nem todos a reconhecemos como grande luz.

Região sombria.  O “caminho do mar” ficava na região da Galileia. Nessa região ficou Jesus.  Era uma estrada entre a terra de Neftali (ao norte) e a terra de Zabulon (ao sul). Os judeus acreditavam que nessa estrada se manifestaria o Messias, trazendo de volta para a Terra Prometida os judeus dispersos pelo mundo. “Terra de Zabulon, terra de Neftali, caminho do mar, região além do Jordão, Galiléia, entregue às nações pagãs!” (Mt 4,15).  Essa região tornou-se privilegiada. Apesar de testemunhar tantos sofrimentos, converter-se-ia em cenário de alegria. De que forma? Pela queda do poder dos inimigos, pelo triunfo espiritual, pela conversão. O poder dos inimigos seria totalmente destruído pelo Messias. Uma luz haveria de de irradiar na região sombria.

Luz que irradia.  Que pregava Jesus no início de seu ministério público? O reino de Deus.  Pregava que o reino estava próximo. “Está próximo de vós o reino de Deus”. “Está próximo “porque ele estaria chegando? Não. “Está próximo” porque estava ali, estava em Jesus.[1]  Ele era e é a presença do Reino. Ele chamava os que desejassem conhecê-lo. A vocação dos apóstolos e a cura das enfermidades eram sinais de que o Reino chegou.  As cidades de Zabulon e Neftali, às margens do mar da Galileia, estavam dominadas pelos estrangeiros. Representavam agora a realização da profecia messiânica. O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; sobre aqueles que habitavam uma região tenebrosa resplandeceu uma luz” (Is 9,1).  Hoje, para que a luz chegue a todas as nações, é necessário que os cristãos se empenhem em trilhar  o caminho do Messias. Se não se deixa iluminar pela luz, que adianta ela brilhar, não?

Sem divisões. Com a expressão “vós sois de Cristo”, o apóstolo condena o partidarismo dentro da Igreja.  Pelo batismo, os cristãos devem se identificar com Cristo e não com o ministro que está a serviço da comunidade, pois ele é a razão da fé.  “Irmãos, rogo-vos, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que todos estejais em pleno acordo e que não haja entre vós divisões. Vivei em boa harmonia, no mesmo espírito e no mesmo sentimento” (1Cor 1,10). União.  A unidade na Igreja não pode ser entendida como simples união de pessoas afins ou com os mesmos ideais, como os membros de um sindicato ou partido político. É algo mais profundo. A união da Igreja é uma união mística em torno de Cristo e não em torno de ideias de ministros.

Aceitam Jesus. Quem faz a experiência de conviver com Jesus não o deixa.  Foi o que aconteceu com os apóstolos. Foram chamados, aceitaram o convite, fizeram a experiência de conviver com o Mestre e nunca mais deixaram de segui-lo. E hoje? Hoje também muitas pessoas fazem o mesmo. Por outro lado, há muitos cristãos desertores ou que ficaram pelo caminho contemplando outras paisagens. Sãos os católicos apenas de nome. Você conhece muitos desses, não? Por outro lado, quem são os católicos ativos? Os que ouviram o apelo de Cristo e se dedicam a pescar pessoas para o bem. E disse-lhes: “Vinde após mim e vos farei pescadores de homens” (Mt 4,19). Os cristãos pra valer trabalham na comunidade, esforçam-se para serem bons. Dedicam-se inteiramente à comunidade. Correto? Não só. Aceitam Jesus e manifestam essa aceitação pelo trabalho em prol da comunidade. 

Participam. Trabalham na comunidade por que entenderam que religião requer  ação condizente: requer pensar e agir também em prol dos outros. Não basta então ir à missa? Rezar? Não basta. Ficar só nisto é contentar-se com uma religião formalista, por obrigação, intimista. É preciso amar a Deus e também ao próximo. Não basta ficar só de um lado. Quem é de fato religioso age como tal, participa junto com os demais que responderam “sim” ao chamado para serem pescadores de pessoas para o bem.

Jesus passa na Galileia do mundo chamando. Quem responde sim? Qual sua resposta?

 Eu diante da Palavra

Pescadores de homens
E disse-lhes: “Vinde após mim e vos farei pescadores de homens” (Mt 4,19).

Tenho conseguido atrair pessoas para viver melhor a religião, a boa-nova?

Aurora
este povo, que jazia nas trevas, viu resplandecer uma grande luz; e surgiu uma aurora para os que jaziam na região sombria da morte”.

Caminho guiado pela aurora trazida por Jesus Cristo?

Penitência
“Desde então, Jesus começou a pregar: “Fazei penitência, pois o Reino dos céus está próximo” (Mt 4,16-17).

Que tipo de penitência eu faço?

Luz
O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; sobre aqueles que habitavam uma região tenebrosa resplandeceu uma luz” (Is 9,1).

Busco a luz divina para iluminar meus momentos de trevas?

Harmonia
Irmãos, rogo-vos, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que todos estejais em pleno acordo e que não haja entre vós divisões. Vivei em boa harmonia, no mesmo espírito e no mesmo sentimento” (1Cor 1,10).

Vivo em harmonia onde trabalho, no meu lar? Em que lugar não vivo a harmonia de sentimentos?

         Minha prece

Senhor, és minha luz e salvação;
de quem terei medo?
Por isso quero alimentar  minha aceitação de tua verdade
e manifestar esta aceitação por minha maneira de agir.
Desejo viver sob a tua luz e agir segundo ela.
Sou chamado por ti, e como tal, quero fazer a experiência de viver contigo como os apóstolos fizeram.
Quero saborear a suavidade de viver na tua presença
e contemplar-te na eucaristia,
assim como na presença dos irmãos.
Que assim seja.

 


[1]
         [1] Aíla Luzia Pinheiro Andrade, nj, doutora em Teologia Bíblica, em artigo na Revista Vida Pastoral, Paulus, jan-fev de 2011, p. 52.